Mulheres no cinema: conheça nomes que revolucionaram a 7ª arte

De acordo com dados apresentados pelo Center for the Study of Women in Television & Film, em 2016, apenas 8% dos 250 filmes de grande destaque foram dirigidos por mulheres. Na indústria cinematográfica atual, somente 20% dos filmes independentes foram dirigidos por mulheres. Pouco, não?

Contudo essa situação é um tanto controversa, pois até 1925, cerca de metade dos filmes produzidos em Hollywood eram dirigidos por mulheres. Além disso, todos os anos, nos Estados Unidos, 50% dos alunos formados em cinema são mulheres. No entanto, somente 1,9% tem a chance de dirigir um filme que tenha grande orçamento.

Mão de obra qualificada não falta para atuar por trás das câmeras, mas a pergunta que não quer calar é: por que e como as mulheres perderam tanto protagonismo? Para incentivar todas as mulheres que têm o sonho de trabalhar com cinema, separamos seis nomes de diretoras e atrizes que revolucionam a sétima arte.

 

Alice Guy Blanché

Falecida em 1968, com 94 anos, Alice foi pioneira do cinema e do roteiro francês, sendo considerada a figura mais importante para as mulheres no cinema. Ela trabalhou em mais de 20 filmes, nas quais idealizou, e inovou, além de ter lutado pela presença e igualdade de gênero por meio do seu talento em apresentar narrativas originais.

Alice utilizava painel de controle, algo inovador na época, para sincronizar todas as captações das gravações dos filmes. Ela ainda inaugurou um estúdio de cinema que era utilizado por Alfred Hitchcock, considerado o mestre do suspense.

Alice Guy Blanché

Anna Muylaert

Diretora e roteirista, Anna é responsável pelos filmes É Proibido Fumar, de 2009, Mãe Só Há Uma, de 2016, e Que Horas Ela Volta?, de 2015. A brasileira apresenta, em suas criações, uma abordagem de cunho social, sem interpretações estrangeiras e levando em conta as questões do Brasil.
Anna já ganhou prêmios no Festival de Berlim e no Festival de Sundance, com sua última produção. Suas obras apresentam temas que ainda são polêmicos para a sociedade. Seu próximo projeto é um documentário sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Anna Muylaert

Jane Campion

A neozelandesa é autora de sete filmes, quatro curta-metragens e dois programas de TV locais do país. Jane teve sua grande estreia no cinema com Sweetie, em 1989, um drama independente sobre a vida de uma adolescente temperamental.
A criação de maior destaque de Jane foi O Piano, de 1993. Com ele, a cineasta conquistou o Palma de Ouro em Cannes, prêmio mais importante e prestigiado do Festival de Cinema de Cannes, em 1955. Jane foi a primeira mulher a receber tal reconhecimento na história da premiação.

Jane Campion

Kathryn Bigelow

Primeira e única mulher a vencer o Oscar na categoria “Melhor Direção” com o longa Guerra ao Terror, Kathryn representou a quarta indicação feminina a essa categoria. A cineasta é conhecida por tratar de assuntos militares e abordar personagens intrigantes.
Kathryn também é autora do longa A Hora Mais Escura, um filme baseado em fatos reais sobre a busca e o assassinato do terrorista Osama Bin Laden. Outro filme que contou com sua direção e produção é Detroit, de 2017, que aborda os conflitos raciais nos Estados Unidos, em 1967, na cidade de Detroit.

Kathryn Bigelow

Meryl Streep

Uma das grandes musas do cinema, Meryl é recordista em indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, com 19 e 29 indicações, respectivamente. Sendo a artista mais jovem a receber prêmios honorários pela sua contribuição para a cultura, Meryl já conquistou o Globo de Ouro nove vezes e já receber três Oscar por suas atuações.

Meryl Streep

Dee Rees

A norte-americana ganhou mais notoriedade este ano com o longa-metragem Mudboung, produzido pela Netfliex, mas Dee faz um trabalho incrível sobre negros nos Estados Unidos desde 2005. Ela, inclusive, para seu último filme, chamou apenas mulheres para trabalhar na sua equipe, e, com isso, a sua diretora de fotografia, Rachel Morrison, foi a primeira mulher a ser nomeada ao Oscar na categoria na história da premiação.

Dee fez sua estreia no Festival de Sundance, em 2007, com Pariah. O longa é um roteiro original sobre uma jovem negra que está em busca de sua identidade dentro de uma sociedade que é preconceituosa.

Dee Rees

By |2018-09-04T17:26:20+00:00maio 8th, 2018|Arte|Comentários desativados em Mulheres no cinema: conheça nomes que revolucionaram a 7ª arte